terça-feira, 23 de novembro de 2010

EXPECTATIVAS x REALIDADE


Cresci num mundo diferente do que realmente eu deveria viver e eu penso que esse é o problema: a realidade. Levanto e vejo lembranças me assombrando e quebrando barreiras que meu próprio coração desconhece, tento achar uma razão do por quê disso tudo acontecer agora e do quão é ruim estar num presságio de nostalgias que fazem mal à minha saúde... Procurar felicidade em alguém, tentar achar a suposta alma gêmea em meio a 6 bilhões de pessoas não é fácil, o amor não é fácil, pra que acreditarmos nele sendo que ele nunca dura? Insisto em procurar o que me falta, que foi tirado de mim em outras pessoas que, honestamente, passam despercebidas, sem algo exuberante, pois tudo que eu mais prezava eu guardei junto a sua foto.
Mas concluo que tudo é questão de força e de resistência, ao nascer, choramos, pois no nosso íntimo inconsciente há uma mensagem de que as lágrimas escorrem pelo fato de estarmos encaminhados para um mundo de era das trevas, em que a competitividade está acima da solidariedade, em que o amor está abaixo do dinheiro e apelando ao clichê, que o ter está acima de ser. Estamos aqui na Terra como se estivéssemos fazendo um teste: quem é mais forte o bastante para resistir à tanta discórdia. Ser forte é te ver e ainda ter que segurar um sorriso, é fingir ser algo que você jamais vai ser, é tentar esquecer certas coisas ao te ver, é ignorar a sua presença mesmo quando ela é a que mais tem importância, é sorrir quando se quer chorar, é quebrar aquelas expectativas que nasceram repentinamente no meu coração, e o mais difícil de tudo: é tentar te esquecer, tentar tirar você da minha cabeça, sendo que nula tentativa, pois sabemos que é impossível tirar algo da cabeça sendo que ela sempre esteve no coração.
Expectativas. Te abraçar e você me abraçar de volta, te amar e você me amar de volta, ficarmos juntos para sempre... Mas como dizia Cássia Eller: "Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar/Que tudo era pra sempre/Sem saber, que o pra sempre, sempre acaba."Realidade. O amor trás a ilusão, a ilusão trás expectativas, a expectativa te trás realidade e a realidade só te trás dor. Chega de pensar que um dia vou ser feliz completamente, chega de pensar que toda essa abstinência de amar alguém vai curar de vez todas essas cicatrizes e machucados, chega de achar que as pessoas pensam uma na outra. E sabe o que é mais horrível? Todas essas mentiras de conto de fadas infantis: alma-gêmeas, amor verdadeiro, para sempre eu e você, happy endings. Tudo é mentira. Como acreditar em amor nesse mundo esdrúxulo e intolerante? Traições, adúlteros, interesses divergentes entre as pessoas, desvalorização humana, desconsiderações... Amor não existe, cansei de procura-lo... Estou exausta de mover meio mundo para alguém, sacríficios, imaginações, EXPECTATIVAS, ilusões. As pessoas não percebem mas a solidão é subestimada, e o amor é como a crença de Papai Noel: uma hora você descobre que não existe; as pessoas se machucam, para quê precisamos disso? É tudo uma fantasia.
Boas-vindas à realidade e brindemos-a sempre!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Um pouco mais de egocentrismo..



Difícil é saber que nem tudo é como realmente enxergamos, saber que as pessoas mentem sobre sua própria índole somente para impressionar outras, talvez isso é o que faz com que eu seja assim, desconfiada e insegura. Fico abismada ao perceber que atualmente tudo acontece com segundas intenções, nada flui de maneira sincera, nenhum ato sendo demonstrado com candura, pureza. Na realidade me pergunto porque me preocupo tanto com as pessoas ao meu redor sendo que elas na maioria das vezes só pensam em si próprias, o certo seria deixar isso tudo um pouco de lado e dar um pouco mais de ênfase para as minhas coisas, para o meu eu, não querendo ser egoísta, querendo apenas ser justa, querendo apenas que as coisas entrem em sintonia e nada fique desproporcional. Queria poder deixar de lado essa fragilidade feminina que toma conta de mim e ser um pouco mais forte para enfrentar os problemas do dia a dia que aparecem inevitavelmente. Podem me chamar de boba, inocente ou até mesmo ingênua mas não me importo com a opinião alheia, prefiro acreditar  no amor mesmo sabendo que amor verdadeiro se tornou utopia nos dias de hoje, prefiro acreditar na lealdade mesmo sabendo que vivo rodeada de pessoas desleais e egoístas. Cética, fico somente a reparar nesse comportamento tão estranho desses seres que se auto denominam racionais quando estão indubitavelmente longes de ser. Minha vontade era viver em um mundo aonde as coisas ocorressem com intensidade, com um toque mágico, uma sutileza, uma verdade contínua, aonde eu estivesse rodeadas de pessoas boas, de pessoas capazes de me compreender e também me contemplar. Lembro que não posso generalizar pois aonde há maldade também há bondade, um existe sobre depedência do outro. Sempre o vilão leva a melhor parte da história mas a moral, o caráter está sempre associado aos “mocinhos’’, por isso não me deixo levar pelo errado, pelo anti-ético, pelo inaceitável. Queria não me preocupar com os outros mas isso infelizmente não acontece por esse lado tão frágil existente dentro de mim carregando consigo sentimentos ao mesmo tempo tão contraditórios. Quem sabe um dia eu possa conseguir preocupar com meus sentimentos, com meus problemas e meus interesses, tendo um lado um pouco mais egoísta. Algo ainda inábil para a minha pessoa, abominar essa minha preocupação com a simpatia e a harmonia entre todos. Não sei se devo considerar isso de querer sempre o bem de tal seres ingratos algo ruim ou bom sabendo que pouco importa para eles a minha opinião, pouco importa meus sentimentos ou minhas decisões. O que faz com que eu ainda lute por tudo isso são meus ideais, meus conceitos e meus objetivos. A todo custo tento acreditar que essa não é a realidade que as pessoas ainda carregam em seus corações um pouco de amor.. AMOR? Será que esse sentimento ainda se faz presente em um mundo rodeado por mentiras e insensibilidade humana? Isso é algo que me deixa extremamente obcecada; o ódio que sinto de seres que não sabem utilizar essa palavra inigualável e de significado indescrítivel. Queria poder coagir todos a fazerem o bem mas isso é apenas uma utopia, nada nos impede de sonhar.

Uma pequena introdução


Carol = extremamente melosa, acha que vai encontrar um príncpe encantado, bipolar, tenho medo dela, a ideia do blog foi dela, duvido que ela vai atualizá-lo sempre.
NatyAbacaty = também melosa, japan lover, é casada mentalmente com Joseph Gordon-Levit, tenho mais medo dela do que da Carol, ama 500 dias com ela, apesar desse filme não ser assim tão perfeito.
Isabella = não posso me descrever, seria injusto rç.